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17 coisas que as pessoas emocionalmente fortes NÃO fazem

Uma vez que você acreditar que é emocionalmente forte, você inconscientemente atuará de maneira mais firme e assertiva e começará a assumir o controle sobre seus caprichos emocionais.

A vida é composta por uma série de histórias sendo que cada um de nós tem uma única história para contar .  Existem bilhões e bilhões de histórias mas nenhuma é exatamente igual. Se a história de sua vida teve mais momentos  tristes do que os felizes, é hora de mudar isso. E o melhor lugar para começar essa mudança é dentro de sua cabeça.

Pode parecer mentira, mas você tem o poder de modificar diversas coisas em sua vida. Para isso, uma habilidade fundamental que irá ajudá-lo a chegar lá é aprender a tornar-se emocionalmente forte. A boa notícia é que a força emocional é como um músculo: quanto mais você usá-la, mais forte ela se torna.

Neste artigo, você verá uma lista de 17 coisas que as pessoas emocionalmente fortes não fazem  ou, pelo menos, evitam fazer.

Pessoas emocionalmente fortes não imploram por atenção

Força emocional significa confiança, e as pessoas confiantes não precisam ser constantemente o centro das atenções. Eles estão confortáveis ​​em sua própria pele.

Lembre-se que compartilhar coisas com pessoas queridas é algo bom, o ruim é imploram por atenção de pessoas que não querem estar com você.

Elas não permitem que outros as “derrubem” facilmente

Pessoas emocionalmente fortes ignoraram os inimigos e os pessimistas. Eles extirpam essas pessoas e se cercam de pessoas positivas e com quem possam construir coisas. Ou seja, evitam os famosos “vampiros emocionais”.

Elas não deixam de acreditar em si mesmas

De alguma forma, eu não posso acreditar que existam alturas que não podem ser escaladas por um homem que conhece os segredos de fazer sonhos se tornarem realidade. Este segredo especial, parece-me, pode ser resumido em quatro “c”s. Eles são curiosidade, confiança, coragem e constância, e o maior de todos é a confiança. Quando você acredita em uma coisa, acreditá nela por todo o caminho, implícita e inquestionavelmente.

Banhe-se com estas palavras surpreendentes de Walt Disney. A crença é a qualidade mais importante de força emocional.

Elas não têm medo de amar

O amor é a força que transforma e melhora a Alma do Mundo.

As pessoas que possuem força emocional na maioria das vezes já sofreram grandes desgostos. Isso as tornou mais fortes. Só porque você foi ferido, não significa que você deve deixar de amar em sua vida. Abra seu coração e reconheça sua vulnerabilidade.

Elas não têm medo de desacelerar

Às vezes você precisa dar um passo atrás para recuperar forças, analisar a situação e refletir sobre as próximas medidas a serem tomadas. Desacelerar, longe de ser um sinal de fraqueza, pode ser um grande sinal de força e inteligência. Permita-se um tempo de reflexão e relaxamento. Ao contrário do que pode parecer, nem todas as decisões têm que ser tomadas imediatamente.

Recusam-se a ser vítimas das circunstâncias

Ser emocionalmente forte significa que se recusam a dar desculpas. Reconhecem os erros do passado e tentam aprendem com eles. Porém, o mais importante é que deixam o passado para trás e se concentram em obter algo  para melhorar  a cada dia.

Eles não têm problema em dizer não

Dizer não é uma das coisas mais importantes que você tem que aprender a fazer. Concentre-se em suas prioridades e dizer não a todo o material que faz com que você perca seu tempo e energia vital. Quem realmente gosta de você entenderá, mesmo que não seja no dia .

Elas não recusam desafios

Pessoas emocionalmente fortes veem os desafios como oportunidades para crescer e melhorar a sua vida . Desafios acontecem por uma razão. E quando os transpomos percebemos nossa real força e capacidade interna.

Elas não fazem as coisas que eles não querem fazer

Se você quiser manter o seu equilíbrio emocional e sanidade intacta, faça o que você ama. Livre-se da bagagem e compromissos que estão fazendo você infeliz ou reduza essa carga ao mínimo possível. Se não consegue se livrar de algo agora, tenha planos para mudar, mas nunca se acomode com a infelicidade.

Elas não se esquecem de que a felicidade também envolve uma decisão

Pessoas emocionalmente fortes sabem que a felicidade envolve escolhas. Elas entendem e respeitam as coisas que realmente precisam para serem mais felizes . Elas escolhem uma vida de simplicidade, produtividade e paixão.

Elas não perdem tempo

“Não são os anos em sua vida que contam. É a vida em seus anos. “

As pessoas emocionalmente fortes não perdem tempo fazendo coisas onde não acham sentido. Elas vivem conscientemente no presente e tentam aproveitar a vida no seu hoje.

Elas não têm medo de pedir ajuda

Cada uma das grandes mentes da história, desde Einstein até Edison, tiveram ajuda ao longo do caminho. Pessoas emocionalmente fortes não são orgulhosas e reconhecem o valor da ajuda e da colaboração mútua.

Elas não se colocam “para baixo”

Autopiedade é um traço comum entre as pessoas emocionalmente frágeis. Pessoas frágeis têm uma lista de desculpas para justificar suas inadequações em vez de encontrar maneiras de melhorá-las. Se você quer mudar alguma coisa, pare de prender-se ao que não tem, às suas fraquezas ou ao seu passado. Apenas comece. Pequenas vitórias levam a grandes mudanças.

Elas não se importam em trabalhar um pouco mais “duro” do que os outros

As alturas alcançadas e mantidas pelos grandes homens não foram encontradas de maneira súbita. Enquanto seus companheiros dormiam, os grandes homens estavam labutando no meio da noite.

Mergulhe nestas palavras poéticas de Longfellow. Entenda o que quer e coloque-se para trabalhar. Planeje-se, tenha metas realistas e você obterá os resultados que você está procurando.

Elas não reagem de forma exagerada aquando as coisas saem de seu controle

“A vida é 10% o que acontece comigo e 90% de como eu reajo a isso.”

Pense em quantas vezes por dia você exagerar a em reações com coisas que nem são tão importantes. Quando você começar a sentir o seu sangue ferver, respire fundo e pergunte a si mesmo: “Isto realmente vale o meu nervosismo?” Noventa e nove por cento do tempo, você vai perceber que a resposta é não.

Elas não se contentam com uma vida medíocre

Pessoas emocionalmente fortes não se contentam com a mediocridade. Eles se esforçam para alcançar a grandeza.

Elas nunca, jamais desistem

Ser emocionalmente forte significa encarar as adversidades de frente, aprender com seus erros, e viver para lutar no outro dia. Vou deixá-lo com esta citação inspiradora de Harriet Beecher Stowe:

Quando você chegar em um lugar apertado e tudo for contra você, mesmo quando parecer que você não pode aguentar nem mais um minuto, nunca desista. Então, essa será a hora e o lugar em que a maré vai virar.

6 dicas para aumentar sua autoconfiança

É claro que, a cada conquista, nossa confiança aumenta e nos tornamos cada vez mais fortes diante dos novos desafios. No entanto, o momento da vida em que precisamos mais de nossa autoconfiança e determinação é quando estamos começando, quando ainda não provamos nada para o mundo e, por isso, muitos desconfiam de nosso potencial.

Quem espera ser respeitado ou alcançar o sucesso para se tornar autoconfiante certamente vai ficar esperando sentado e vendo a vida passar diante de seus olhos.
Mas de onde vem a autoconfiança?

Esse é um assunto longo e profundo de acordo com a experiência que vivi nos últimos 20 anos formando executivos e empreendedores. Para não me estender, vou listar abaixo 6 dicas simples para melhorar ou ajudar a construir sua autoconfiança:



1. FAÇA UMA LISTA DAQUILO EM QUE VOCÊ CONSIDERA QUE SEJA BOM – Ninguém é bom em tudo ou ruim em tudo. Certamente, você tem fortalezas e fraquezas. Identifique-as a fim de planejar suas ações em cima de suas fortalezas. Isso poderá lhe ajudar a construir sua autoconfiança dentro de um ambiente em que você se sinta mais seguro por dominar as etapas do processo.



2. FRACIONE SUAS METAS – Sonhe grande, mas divida esse sonho em vários pequenos sonhos de maneira a sentir-se confiante a realizar cada um deles, atingindo, por consequência, seu objetivo final. A jornada é longa, mas aplique seu foco somente no próximo passo.

3. PLANEJE MAIS – Todo músico precisa ensaiar, mas quanto menos confiante é um músico, mais ele precisa ensaiar para compensar sua insegurança. Em seu planejamento, simule cenários e esteja preparado para lidar com cada um deles. Não deixe espaço para improvisos ou decisões baseadas somente na intuição. Não tenha pressa. Quanto mais preparado, mais confiante você vai ficar.



4. PREPARE-SE TECNICAMENTE – O preparo técnico ajuda um atleta a melhorar sua autoconfiança. Treine uma hora a mais, bata 10 faltas a mais, corra 1 km a mais. Sua dedicação à parte técnica também ajuda a compensar sua debilidade emocional..



5. ADMINISTRE SEUS PENSAMENTOS – Uma frase que ouvi recentemente diz que “pensamentos negativos são como pássaros. Não conseguimos evitar que eles voem sobre nossa cabeça, mas podemos impedir que eles façam ninho”. Não entre na pilha de seu negativismo e insegurança alimentados por anos. Ao contrário, alimente sua mente de esperança e fortaleça sua convicção sobre sua capacidade. Sei que parece piegas, mas o caminho é esse. Infelizmente, muitos se arrastam pela vida considerando-se a pior das criaturas na Terra. Acostumaram-se a agir assim, talvez porque sofreram em sua infância ou porque foram duramente desprezados e não conseguiram administrar o constrangimento. Por isso, acabaram criando danos profundos na imagem que têm de si próprio.



6. TOME A DECISÃO DE SER PROTAGONISTA – Isso é uma decisão pessoal e ninguém pode fazer isso por você. Quanto ao seu passado, não é possível modificá-lo, mas somente com sua decisão, seu futuro pode ser reescrito. Aliás, somente você pode produzir essa mudança, assumindo o comando em vez de ficar sentado na cadeira de castigo, vestindo o chapéu de coitado.

Você nasceu de uma corrida de 200 milhões de espermatozoides. Portanto, você já nasceu campeão. Seu cérebro tem uma capacidade de armazenamento e processamento de informações maior que a do computador em que você está lendo esta mensagem. Você é incrivelmente fantástico ou implacavelmente medíocre.
A escolha é toda sua.

A arte de tirar vantagem

Quantas horas você treina por dia para ser bom naquilo que faz? E quantas horas estaria disposto a treinar para passar de bom a excelente?

Malcolm Gladwell, autor de livros consagrados como “Blink – A Decisão num Piscar de Olhos” e “Ponto de Virada” apresentou ao mundo sua regra das 10 mil horas de dedicação que constroem a carreira bem-sucedida, ou 98% de transpiração e o restante de inspiração, sabendo usar a seu favor as desvantagens e fraquezas de seu legado histórico e como aproveitar as oportunidades.

Uma das coisas que chamou a minha atenção em seu livro “Fora de Série” é quando ele fala das desvantagens que são vantagens, e cita como exemplo, uma quantidade extraordinária de empreendedores que têm dislexia, explicando que uma desvantagem pode tornar-se uma vantagem em alguns casos, porque você busca compensá-la, por exemplo, desenvolvendo incríveis habilidades de comunicação verbal, aprendendo como delegar ou ser um bom líder.

Na obra ele contou sobre o fundador do Virgin Group, Richard Branson, que alegou que a razão de ser quem é deve-se a sua dislexia. 80% dos empreendedores disléxicos foram capitães de equipes esportivas na faculdade, enquanto apenas 27% dos empreendedores não disléxicos tiveram essa posição. Gladwell justifica que desde o começo da vida, eles foram forçados a criar coalizões.

Mas o interessante revelado pelo autor é que há um princípio nas pesquisas especializadas que diz que, para ser bom em algo que seja complexo cognitivamente, você tem de investir cerca de 10 mil horas praticando. Gladwell explica que de certa forma, isso é senso comum: você precisa trabalhar duro para ser bom em alguma coisa. Mas o que há de interessante é o número: 10 mil horas equivalem a dez anos de trabalho em algo durante quatro horas por dia.No livro, Gladwell descreve ainda um estudo famoso, dos anos 1920, no qual o pesquisador Lewis Terman avaliou 250 mil crianças do ensino fundamental da Califórnia e descobriu que 1,5 mil delas tinham QI de gênio. Pensando ter encontrado os líderes intelectuais do futuro, ele as acompanhou por toda a vida. Para sua decepção, 40 anos depois, constatou que não havia localizado nenhum líder intelectual.

Ele diz ainda que deve-se também ter certo nível de renda familiar. Como essa marca é muito difícil, poucas pessoas a atingem. Um exemplo de alguém que alcança essas 10 mil horas é um médico especialista, mas como ele consegue? Com os terríveis, mas necessários, períodos de residência. Para ele, “é o número de pessoas que desejam acordar às 5 horas da manhã e trabalhar até as 20 horas. Porque, para conseguir as quatro horas do que se chama “prática deliberada”, seria preciso trabalhar 12 horas todo dia. Você ainda tem de cuidar de todas as outras atividades que são necessárias para conseguir aquelas quatro horas de esforço brilhante. Uma vez que se percebe quão limitante esse fator é, acaba-se entendendo que o trabalho realmente criativo é o resultado ordinário de uma quantidade extraordinária de esforços depositados em algo”, justifica.

Ou seja, é preciso estar disposto a fazer, refazer, inventar e reinventar. Sempre. Isto é o que Gladwell chama de “insatisfação positiva” com aquilo que se aprende. “Você tem de constantemente voltar e rasgar o que aprendeu e tentar reconstruí-lo de um modo mais interessante”. Ele cita o exemplo de Tiger Woods, que depois de ter atingido a maior pontuação da história do golfe, mudou completamente sua tacada. Ele essencialmente começou tudo de novo e as pessoas ficaram chocadas. “É esse tipo maravilhoso de insatisfação útil que empurra os fora de série para frente”, conclui.

A pergunta é: quantos de nós estamos dispostos a pagar este preço ou temos tempo para isso?

Artigo: O poder do erro

O que muda o mundo não é o acerto e sim o erro. Como diz o General Romano Pompeu: navegar é preciso e viver não é preciso.

O erro é impreciso, pois gera instabilidade na vida e nas corporações. Porém diante dele é possível adotar posicionamentos diferentes, ou seja, alguns reclamam e lamentam-se da falha enquanto outros analisam os pontos fortes e fracos a fim de evitar que a situação se repita.

Na realidade corporativa, a ausência do erro implica na estabilidade negativa, ou seja, a inovação dentro de uma empresa é advinda de uma atitude transformadora e esta pode gerar algumas falhas iniciais.

Como algumas empresas conseguem ser tão inovadoras a ponto de lançar uma série de produtos de sucesso e outras corporações não atingem o mesmo nível de rendimento?

Para responder a esta pergunta temos que nos remeter a um assunto imprescindível quando tratamos de inovação: aversão ao risco.
Empresas sinônimas de inovação como Apple, Google, Microsoft e Sony já tiveram muitos fracassos emplacados em meio a tantas novidades e inovações lançadas por elas.

Para alcançar resultados expressivos no que tange a inovação, arriscar e não ter medo do risco consciente é fundamental. As empresas que ficam na zona de conforto e não buscam inovar jamais terão este diferencial competitivo.
Os erros que trazem aprendizado e são produtos da busca de redução de incertezas inerentes aos projetos inovadores podem até mesmo ser valorizados. Já os erros de gestão, de uma falta de conhecimento sobre o próprio negócio não contribuem para as atividades inovadoras, pois muito provavelmente estas empresas não conseguirão ter tempo e recursos para se dedicarem à inovação.Visando a sustentabilidade de uma empresa é importante ter atenção ao tipo de erro que está praticando, pois estes podem ser uma armadilha contra a estruturação da própria organização.

Empresas inovadoras também erram!

É possível citar erros de descoberta, uns com maior intensidade e outros que até mesmo o fracasso serviu como insumo para casos de sucesso. A Apple, considerada a empresa mais inovadora do mundo, é um exemplo aplicável, pois teve fracassos ao lançar computadores, console para games e máquina fotográfica. Mas por outro lado, as falhas foram recompensadas, pois foi por meio delas que anos mais tarde foram lançados o iPhone e o iPad, respectivamente.

Entre outros exemplos, temos os chromebooks lançados pelo Google, laptops que não deram certo. Além dos casos da Sony com o Betamax, um sistema doméstico para gravação de filmes em fita magnética que não vingou devido à pouca tecnologia.
Estas empresas, mesmo tendo registrado fracassos em suas histórias, não deixaram de inovar, cada uma a seu modo.
Para concluir, o ideal é criar um ambiente corporativo criativo, onde o erro faz parte do desenvolvimento, o clima deve ser propício,os colaboradores precisam ter convicção que não serão “punidos” pelo erro, caso ele ocorra.

Até para errar é preciso ter uma empresa totalmente estruturada para lidar com as consequências e revertê-las em sucesso.

Como ser a pessoa mais positiva que você poderia ser

Ninguém quer ser — ou estar perto de gente — muito pessimista. Pessoas positivas incentivam os outros a ser felizes e a ficar mais à vontade consigo mesmos, graças a sua energia contagiante. E, com todas as adversidades que enfrentamos na vida, não é à toa que a gente prefira esse tipo de olhar positivo.

Estudos mostram que o otimismo tem vantagens. Mesmo que sempre seja possível achar o lado negativo das situações, há maneiras de cultivar uma atitude mental para procurar o lado bom das coisas. (Afinal, como disse Oscar Wilde certa vez: “Estamos todos na sarjeta, mas alguns de nós estão olhando para as estrelas”.)

Como ser uma força positiva, então? Tente essas estratégias comprovadas pela ciência.

Bondade em primeiro lugar.

Nunca esquecemos quando nos oferecem compaixão, seja um sorriso verdadeiro de um estranho quando estamos cabisbaixos ou um amigo que nos leva no cinema quando acabamos de tomar um pé na bunda. E o benefício não é só de quem recebe essa gentileza – pesquisas mostram que mostrar esse tipo de empatia também nos faz feliz.

Converse com um desconhecido.
Temos a tendência de ignorar as pessoas que não conhecemos, mas um estudo recente do Journal of Experimental Psychology sugere que deveríamos fazer o oposto, em nome da felicidade. Os pesquisadores descobriram que conversar com estranhos aumenta a sensação de felicidade por meio da sensação de conexão social. Saia da sua zona de conforto e puxe conversa com um desconhecido – seu humor pode melhorar.

Lembre-se dos bons tempos.

Deixar a mente voltar no tempo nos traz sensações boas – e isso tem explicação. Segundo uma pesquisa publicada no Personality and Social Psychology Bulletin, a nostalgia aumenta o otimismo em relação ao futuro e, como sabe qualquer otimista, o melhor ainda está por vir.

Assuma o comando.
Os otimistas têm uma capacidade inata de trazer à tona a felicidade alheia e, por isso, são líderes incrivelmente eficazes. Quem olha para o lado bom tende a inspirar e unir as pessoas à sua volta no pensamento otimista, indica a Forbes (http://www.forbes.com/sites/carminegallo/2012/08/08/5-reasons-why-optimists-make-better-leaders/). Esse tipo de líder não somente sabe o que é necessário para atingir os objetivos – ele incentiva os outros a fazer o mesmo.

Tenha consciência da sua linguagem corporal.

O segredo da atitude positiva pode começar com uma postura positiva. As pesquisas sugerem que descruzar os braços, manter-se ereto e ter uma expressão leve podem ser sinais positivos de confiança. Estudos também mostram que um simples sorriso pode fazê-lo parecer mais aberto sem falar que também melhora o humor.

Ouça mais, fale menos.
Ser um bom ouvinte é um tipo de poder silencioso, mas muito desejado. Ser bom ouvinte também demonstra pensamento positivo. “Quando ouve, você se abre para mais conhecimentos em vez de bloquear o mundo com suas palavras ou seus pensamentos”, disse David Mezzapelle, autor de  otimismo contagiante. Você também demonstra confiança e respeito pelos outros. Conhecimento e confiança são provas de que você é seguro e positivo consigo mesmo e, portanto, irradia energias positivas.

Abra-se para os pensamentos positivos.

É natural enfatizarmos as coisas negativas, mas a verdade é que todos temos a capacidade de enxergar o copo meio cheio. A chave para ser uma força positiva é abrir-se para esse tipo de pensamento. Uma sugestão:pratique a gratidão. Estudos mostram que a gratidão pode fazê-lo mais feliz e mais positivo.

Agradeço a todos os nãos que já recebi

É muito bom aprendermos a ser gratos por tudo o que a vida nos dá, mesmo que sejam coisas ruins ou tristes. Muitas vezes é na dor que descobrimos o valor da vida e das coisas. Um não é sempre ruim receber, mas aprender como nosso cérebro reage a este “NÃO” é uma grande ferramenta de engrandecimento e aperfeiçoamento pessoal.

A verdade é que nossos Pais não nos prepararam a enfrentar barreiras, receber não e aceitar criticas e quando elas acontecem ficamos tristes e muitas vezes até agressivos ou então deixamos claro que não a aceitamos, ou seja, não assumimos.

Um bom exercício para absorver um “NÃO” é saber ouvir e avaliar uma critica tendo em conta o que a pessoa fala e como fala. Além disso, quem está dizendo e qual a intenção daquele “NÃO” ou das palavras que te afetam. Discernir isso é importante para absorver e aceitar as coisas, quem quer seu bem, vai dizer não ou te criticar para alertar de alguma coisa, quem não quer tem certamente outras intenções.

No meu caso, resolvi fazer o seguinte: As críticas e “NÃOs” vindo de pessoas que quero bem eu aceitei como conselho e adotei de alguma forma; As críticas e “NÃOs” das pessoas que não querem o meu bem, eu entendi como desafio; E os “NÃOs” do mercado, eu entendi como ponto a melhorar. Portanto, através deste exercício consegui ao longo de minha jornada até agora, corrigir os rumos e seguir em frente.

Portanto, trabalhei meu cérebro para isso, cada “NÃO” foi encarado como um item a trabalhar e melhorar, em VENDAS por exemplo, quando o cliente dizia “NÃO quero comprar”, isso se transformava em um incentivo a ampliar meus argumentos de vendas.

Cada cérebro reage e funciona diferente em cada pessoa, mas apenas para servir de orientação, segue o meu modo de agir diante do “NÃO”: Analise o que foi falado, antes de tirar qualquer conclusão; Não contra-ataque e também não fique na defensiva; Peça sugestões ao criticador; Ignore o que for inveja; Nunca responda com outra crítica.

Os tapas que a vida me deu, os sorrisos que conquistei, as tristezas e alegrias, as derrotas e as vitórias, tudo foi sinônimo de vida e aprendizado.

Ser resiliente já era; seja antifrágil

No texto anterior falei a respeito do perigo que um chefe gente boa pode representar, na medida em que a tentativa de manter um bom relacionamento a todo custo pode esconder problemas de performance.

Uma das razões para isso é a necessidade de feedback, essencial para se ter uma ideia sobre como estamos indo e quais as correções necessárias. Muita gente esquiva-se de conversas deste tipo, para evitar conflietos ou constrangimentos.

Outra razão – talvez mais sutil, mas nem por isso menos importante – é a estagnação à qual a rotina invariavelmente leva. Às vezes, um líder muito próximo protege demais sua equipe, envolvendo-a em uma redoma à prova de desafios – e, consequentemente, de aprendizados.

Quem melhor definiu esta situação, recentemente, foi Nassim Taleb, com o inovador conceito de Antifrágil, explicado no vídeo abaixo (1’33”). Assista e depois voltamos ao tema:

Em determinados contextos, a única maneira de aprendermos algo é através da necessidade, da presença de problemas, das dificuldades inerentes a um mundo cada vez mais complexo. Muitos sistemas só melhoram quando obrigados a sair de suas zonas de conforto ou, nas palavras de Taleb, quando submetidos à aleatoriedade.

Quando somos poupados disso tudo, nosso trabalho fica cada vez mais fácil. Tão fácil que qualquer pessoa pode fazê-lo. Ou qualquer máquina. E é aí que seu chefe começa a se perguntar para quê ele precisa de você.

É por isso que não adianta ser forte, nem robusto, tampouco resiliente – para usar o termo da moda. Eles até resistem um pouco além, mas não melhoram com a pressão e, por isso, invariavelmente também quebram.

Assim, para ser imprescindível, você precisa ser Antifrágil.

5 passos para se livrar da baixa autoestima

A baixa autoestima é um perigoso veneno que, eventualmente, destroi qualquer potencial de uma vida feliz. Não se deixe contaminar. Ser quem se é sem precisar da aprovação alheia é a única maneira de ter uma vida saudável. No entanto, é preciso aprender a desviar das situações e pessoas que nos deixam com a autoestima no chão.

Desde quando nascemos somos bombardeados pelos padrões da sociedade, impostos principalmente pela mídia. Crescemos acreditando que sermos nós mesmos não é suficiente, que nosso corpo não é bom o suficiente, muito menos nossa personalidade. Que sermos nós mesmos não inspira uma vida de sucesso – palavra obrigatória no vocabulário de quem cai nesta cilada. E então, começamos uma corrida para atingir as expectativas dos outros em relação a nós e a nossa vida. Muitas vezes, a corrida é feita para atingir as expectativas dentro de nossas próprias casas. Não é exatamente isto que acontece? E quando percebemos que entramos numa cilada, já se passaram uns bons anos de nossa juventude sob tal pressão, os quais ficamos atolados numa lama de baixa autoestima e sentimento de fracasso. E é exatamente assim que se molda uma pessoa insegura e cheia de medos para enfrentar a vida.

Como seria bom se todos nós tivéssemos tido a confiança necessária para sermos quem somos em todas as situações, para respeitarmos nossa personalidade e o nosso corpo exatamente como são. Para dizer sim e para dizer não quando fosse apropriado. Mas, a boa notícia é que o tempo nos ensina tudo, inclusive como curar o nosso sentimento doentio de baixo autoestima e não aceitação de nós mesmos. Por isso, não se contaminar com a expectativa alheia vai levar você a uma vida mais saudável emocionalmente. E, por consequência, mais feliz.

Eis aqui algumas dicas para começar esta jornada. Seguir diariamente esses passos é uma maneira para desintoxicar a si mesmo de pensamentos negativos ligados a traumas e frustrações passadas. Aprender a ser mais assertivo em relação às pessoas, e à vida, é importantíssimo para melhor conhecermos a nós mesmos. E, também, para nos dar a segurança de enfrentar a vida de cabeça erguida e em paz com quem se é e como se é.

1. Livre-se dos relacionamentos tóxicos.

É hora de rever nossas relações e nossas amizades. Qualquer relacionamento que seja tóxico vai levar você a constante estresse. Por um relacionamento tóxico entenda-se duas coisas: 1 – Pessoas que somente apontam os defeitos, nunca as qualidades. Livre-se delas. Pessoas que somente concentram-se nos aspectos ruins em relação a tudo e a todos nos prendem num círculo vicioso de negatividade e opressão. Cerque-se de pessoas que, ao invés de somente apontar os problemas, ajudam a resolvê-los. 2 – Quando o outro coloca-se em primeiro lugar, não cedendo espaço para você. É aquele relacionamento onde você fica sempre em segundo plano, suas ideias ou os seus problemas ficam sempre arquivados para serem discutidos depois, assim como as suas vontades. Você é praticamente aquele que “serve” o outro. Você disponibiliza seus ouvidos e seu tempo para o outro, sem receber, de maneira justa, a atenção que merece. Nada é sobre você, tudo é, sempre, sobre o outro.

Estes tipos de relacionamentos, sejam eles de amizade ou românticos, jogam-nos para o nível mais baixo da autoestima, uma vez que nos sentimos sem importância e explorados. Livre-se de qualquer relacionamento tóxico ou imponha-se com determinação para mudar este quadro. Diga “não” com segurança quando for o caso, e seja assertivo.

2. Reavalie os lugares e os círculos sociais que frequenta

Muitas vezes, não fazemos a conexão entre a maneira que nos sentimos e os lugares em que estamos. O ambiente que frequentamos é uma extensão de nós mesmos. Se você está a frequentar ambientes que não tem nada a ver com a sua personalidade, é hora de pensar de novo. É normal que, por hábito, continuemos a frequentar os mesmo lugares que frequentávamos em outros períodos de nossa vida, sem considerar, no entanto, que vivemos em constante mutação. Respirar novos ares e conviver com outros grupos sociais nunca é má ideia. Isso te desconecta do passado e te trás para o presente, dando-lhe a chance de rever conceitos, valores, avaliar as pessoas com as quais convive e recomeçar outros rumos.

3. Perdoe, perdoe-se e livre-se de ressentimentos

Antes de tudo perdoe-se por qualquer coisa da qual você ainda sinta culpa. É o primeiro passo para, também, perdoar outras pessoas e livrar-se de ressentimentos. Se for preciso anote num papel os nomes das pessoas com quem você teve desentendimentos no passado e, uma por uma, livre-se das más memórias, perdoando qualquer ofensa que tenha sofrido. Se for o caso, peça perdão e decida-se por esquecer as mágoas e as situações nas quais se sentiu oprimido, ou foi o opressor. O passado pertence ao passado. Jogue fora qualquer lembrança que apenas serve para resgatar sentimentos de raiva e frustração, pois eles são como obstáculos no caminho, dificultando que você siga em frente. Concentre-se no que você ainda pode conquistar, não no que você perdeu. E “let it go”!

4. Não se compare com outros, aceite-se.

Se você se compara com os outros, você não está sozinho. Muitas pessoas, mais do que imaginamos, se comparam com outras pessoas. Esta é uma reação comum e quase inconsciente, e provoca em nós todos os tipos de sentimentos ruins, como inveja, frustração e sentimento de fracasso. É preciso policiar-se. Antes de comparar-se com o outro, lembre-se que o outro trilha um caminho completamente diferente do seu, com outras pessoas ao redor, com outro ambiente familiar, com outras ambições, sonhos e expectativas. Comparar duas vidas completamente diferentes é boicotar-se nas próprias conquistas e qualidades. Ao invés de concentrar-se no outro, concentre-se em você. Aceite-se. Não compare a si mesmo com os outros, compare você agora e você no passado. Veja o que mudou, o que você aprendeu, ou desaprendeu, veja o que ainda pode mudar, veja o que pode ser melhorado. Este é o único tipo de comparação que você pode fazer para evoluir. Compare você com você mesmo.

5. Reinvente-se

Por que não tentar algo novo? Reinventar a própria realidade é uma ótima maneira de descobrir a si mesmo e tentar novas coisas. Acreditar que se pode fazer as coisas de maneira diferente é ajudar a si mesmo a construir uma autoestima poderosa, uma vez que neste processo aprendemos a identificar nosso medos e a combatê-los, saindo da zona de conforto e abrindo-nos possibilidades. Faça aquele curso de literatura ou culinária que você sempre quis. Inscreva-se num curso de fotografia. Compre uma máquina fotográfica. Viaje para um lugar diferente desta vez. Pinte sua casa com uma nova cor, experimente fazer algo que você nunca fez. Faça algum tipo de serviço voluntário. Ame a si mesmo e ame aos outros. Ajudar os outros é ajudar a si mesmo. A Ciência já comprovou que solidariedade é uma das chaves para a felicidade, portanto, o que você tem a perder? Doe seu tempo para ajudar uma causa na qual você acredita. Mude os hábitos, mude a rotina, mude os pontos de vista, seja criativo. Enfim, isso é reinventar-se!

Por que temos tanto problema em ficar sozinhos?

Eu vivo sozinha. Tenho vivido sozinha por mais de 20 anos. Não quero dizer somente que estou solteira – eu vivo o que para muitas pessoas está mais para “isolamento” que simplesmente para “solitude”.

Minha casa fica em uma região da Escócia com uma das densidades populacionais mais baixas da Europa, e eu vivo em uma de suas regiões mais vazias: a densidade populacional média do Reino Unido é de 674 pessoas por milha quadrada (246 por quilômetro quadrado); em meu vale, temos (em média) mais de três milhas quadradas para cada um.

A loja mais próxima fica a 10 milhas de distância e o supermercado mais próximo a mais de 20. Não há conexão de celular e há pouquíssimo tráfego na estrada de pista única que passa a um quarto de milha abaixo de minha casa. Às vezes não vejo uma pessoa o dia inteiro. Eu amo isso.

Mas há um problema, um problema cultural sério, em relação à solitude. Ser sozinho em nossa sociedade atual suscita uma questão importante sobre identidade e bem estar. Em primeiro lugar, a questão precisa ser perguntada urgentemente. E aí – possivelmente, cautelosamente, depois de um longo período de tempo – precisamos tentar respondê-la.

A própria questão é um pouco escorregadia, mas é mais ou menos assim: como nós chegamos, ao menos no relativamente próspero mundo desenvolvido, em um momento cultural que, mais do que nunca, valoriza autonomia, liberdade pessoal, realização, direitos humanos e, acima de tudo, individualismo, enquanto ao mesmo tempo aqueles que são autônomos, livres e autorrealizados têm medo de ficar a sós consigo mesmos?

Aparentemente, acreditamos que somos donos de nossos corpos e deveríamos poder fazer com eles mais ou menos qualquer coisa que escolhêssemos, de eutanásia a implantes de silicone; mas nós não queremos estar sozinhos com essas preciosas posses. Vivemos em uma sociedade que enxerga a auto-estima elevada como uma prova de bem estar, mas não queremos ficar íntimos dessa pessoa admirável e desejável.

Vemos convenções morais e sociais como inibições de nossas liberdades pessoais, entretanto tememos quem quer que se afaste da multidão e desenvolva hábitos “excêntricos”.

Acreditamos que todos possuem uma “voz” própria singular e, além disso, inquestionavelmente criativa; mas tratamos com suspeitas sombrias quem quer que use um dos métodos mais claramente estabelecidos de desenvolver essa criatividade – a solitude. Pensamos que somos únicos, especiais e merecedores da felicidade, mas temos pavor de ficar sozinhos.

Afirmamos que liberdade pessoal e autonomia são tanto um direito quanto um benefício, mas pensamos que quem exerce essa liberdade autonomamente é “triste, louco ou mau”. Ou os três de uma vez.

“Em 1980, o censo dos EUA mostrou que 6% dos homens acima de 40 anos nunca se casaram”, escreveu Vicky Ward em 2008 no tablóide London Evening Standard. “Agora, 16% estão nessa posição… ‘solteirões masculinos’’ – um apelido que significa, na melhor das hipóteses, que esses homens têm “problemas”, e, na pior das hipóteses, que eles são sociopatas.

“Teme-se por estes homens, da mesma forma que a sociedade tradicionalmente temeu as mulheres solteiras. Eles não podem ver quão solitários serão. Mas, a tempo de aliviar minha ansiedade, um amigo britânico veio à cidade… ‘Eu quero me casar,’ disse ele. Finalmente, um homem de valor.”

Na idade média, a palavra “solteirona” era um elogio. Uma “solteirona” era alguém, normalmente uma mulher, boa em fiar lã; uma mulher boa em fiar a lã era financeiramente autossuficiente – essa era uma das pouquíssimas formas pela qual uma mulher medieval poderia conquistar independência financeira. A palavra foi generosamente aplicada a todas as mulheres em idade para casar como uma forma de dizer que elas entraram livremente no relacionamento: por escolha pessoal, não por desespero financeiro. Agora é um insulto, porque nós tememos “por” tais mulheres – e agora também pelos homens.

Ser solteiro, ser sozinho – junto com fumar – é uma das poucas coisas que completos estranhos se sentem livres para comentar rudemente: é um estado tão desagradável (e provavelmente, assim como fumar, é sua culpa) que as exigências sociais de comportamento e tolerância são suplantadas.

Normalmente, nós somos delicados, até mesmo delicados demais, ao falar sobre coisas que consideramos tristes. Não nos permitimos comentar nada sobre muitos acontecimentos tristes. Damos voltas enormes para não falarmos sobre morte, não ter filhos, deformidades e doenças terminais.

Não seria aceitável perguntar a uma pessoa num jantar por que ela é deficiente ou desfigurada. É de se imaginar, eu suponho, que uma pessoa feliz em seu relacionamento acha que qualquer um que esteja sozinho está sofrendo tragicamente. Mas é mais complicado: o tom de Ward não é simplesmente compassivo.

Seus “temores por esses homens” podem parecer, à primeira vista, cuidadosos e gentis; mas ela dissocia a sua própria preocupação de si mesma: não é ela que teme, “teme-se por eles”. Sua simpatia superficial vira rapidamente um julgamento: um homem “de valor” estará em busca de um casamento; caso não esteja, então ele tem “problemas” de sanidade mental, e muito possivelmente é um “sociopata”.

Será possível que ela esteja com medo? No artigo, ela comenta que, em Nova Iorque, de onde ela escreve, há um número maior de mulheres solteiras que de homens solteiros, portanto se ela sente que um parceiro comprometido é necessário para a sensação de bem estar de uma mulher, então ela pode muito bem se sentir ameaçada por homens que queiram algo diferente.

Minha mãe se tornou viúva pouco depois de completar 60 anos. Ela viveu sozinha pelos últimos 25 anos de sua vida. Não acho que ela se reconciliara com seu status de solteira. Ela era amada por muitas pessoas, freqüentemente por pessoas inesperadas. Mas eu acho que ela se sentiu profundamente solitária depois que meu pai morreu, e ela não podia suportar o fato de que eu estava gostando da solitude. Abandonei casamento, na visão dela, e agora estava bem feliz. Isso a consternava – e ela lançava um ataque intermitente, porém consistente, em minha condição moral: eu era egoísta. Era “egoísta” viver por mim mesmo e gostar disso.

Curiosamente, essa é uma acusação bem velha. No quarto século antes de Cristo, quando jovens cristãos entusiasmados estavam deixando Alexandria em camelos para se tornarem ermitões no deserto egípcio, o bispo deles, Basil, enfurecido, questionou: “E, no deserto, vocês lavarão os pés de quem?”

Subentendia-se que, ao procurar suas próprias salvações fora da comunidade, eles não estavam nem espalhando a fé nem estavam assistindo os pobres; eles estavam sendo egoístas. Esse é um tema que surgiu repetidamente desde então, particularmente no século XVIII, mas que atingiu um novo patamar na sociedade contemporânea porque nós não temos a mesma ética elevada do serviço “civil” ou público.

Supõe-se que devamos procurar nossa própria realização, agir sobre os nossos sentimentos, conquistar autenticidade e felicidade pessoal – mas, misteriosamente, não por nossa própria conta.

Hoje, mais do que nunca, essa acusação carrega tanto um julgamento moral quanto uma lógica fraca (ou falha lógica). Eu escrevo uma coluna mensal para o Tablet (uma revista semanal católica), em parte sobre viver sozinho. Num mês eu escrevi sobre como um conflito de deveres pode surgir: quão “(caridosa ou beneficente)” deve tentar ser a aspirante a ermitã em relação às necessidades e exigências de seus amigos?

Pode-se pressupor que um amplo público leitor católico fosse mais simpático à vida solitária, já que esta possui uma tradição tão longa (e respeitada) por trás. Mas eu recebi algumas cartas bem venenosas, incluindo uma de alguém que nunca me conheceu e que, entretanto, se sentiu livre para enviar uma comentário grande e virulento que disse, entre outras coisas:

“Dado que você é uma pessoa sem afeições naturais e com um jeito rancoroso em relação ao outro, provavelmente seria melhor para o resto de nós que você se retraísse em seu próprio mundinho egocêntrico e egoísta; mas você poderia pelo menos ser honesta quanto a isso.”

E ainda assim, não está claro por que é tão moralmente repreensível escolher viver sozinho. É difícil entender exatamente o que as pessoas querem dizer com as várias acusações que fazem, provavelmente porque elas não se conhecem. Por exemplo, a acusação “triste” é irrefutável – não porque ela seja verdadeira, mas porque ela está sempre baseada na suposição de que a pessoa que está dizendo que você é, de fato, profundamente infeliz tem algum conhecimento interior sobre você maior do que você mesmo. Se você disser, “Bem, na verdade não; eu sou muito feliz”, a negação é mantida, para provar o caso.

Dia desses, uma pessoa respondeu, tentando me consolar em minha miséria, quando eu o assegurei de que estava de fato feliz: “você pode pensar que está.” Mas felicidade é um sentimento. Eu não a penso – eu sinto. Eu posso, é claro, estar vivendo uma ilusão e todo o edifício de alegria e contentamento cairá ao meu redor em breve, mas no momento ou estou mentindo ou estou falando a verdade.

As acusações de ser louco ou mau são mais discutíveis. Mas a primeira coisa a estabelecer é o quanto de solitude os críticos dessa prática consideram ser “demais”. Em que ponto nós sentimos que alguém está se transformando num lunático perigoso ou num pecador do mal? Porque é óbvio que existe uma diferença entre alguém que prefere tomar banho sozinho e alguém que vai embora viver em uma terra inabitada na qual só se tem acesso em algumas épocas do ano; entre alguém que diz a um amigo por telefone que não vai se encontrar com a turma porque planejou algo praquela noite, e alguém que cancela todos os compromissos sociais pelos próximos quatro meses para ficar sozinho.

Se você estiver escrevendo grandes livros ou realizando feitos notáveis, é mais provável que admiremos do que critiquemos sua “bravura” e “comprometimento”. A maioria de nós nunca achou que Ellen MacCarthurfosse triste, louca ou má quando ela quebrou o recorde de circunavegação solo em 2005, ainda que em função disso ela tenha ficado completamente sozinha por 71 dias, 18 minutos e 33 segundos.

Não há estatísticas a respeito, mas minha impressão é de que não ligamos se alguém ficar sozinho em ocasiões pontuais – particularmente se a pessoa for visivelmente sociável no resto do tempo – ou por um propósito peculiar e interessante; o que parece nos incomodar são aqueles indivíduos que fazem da solitude parte significativa da vida e ideal de felicidade.

De todo modo, tudo isso é relativo. Eu vivo uma vida solitária, mas Neil, o carteiro, aparece na maioria dos dias. O fazendeiro jovem e alegre que cuida das ovelhas na minha colina passa com o seu quadriciclo ruidoso pelo menos três ou quatro vezes por semana, acenando alegremente. Eu tenho um telefone; eu vou à igreja todo domingo. Tenho amigos e filhos, e freqüentemente eles vêm me visitar.

Pequenas comunidades rurais são inevitavelmente, estranhamente, sociais – eu sei os nomes e algumas coisas da vida de toda e qualquer pessoa que viva a cinco milhas de distâncias de onde eu moro. (Não há nada mais sociável no mundo do que uma estrada de pista única). E mesmo que eu vivesse numa solitude mais profunda, viveria dentro de uma rede de dependências sociais: eu leio livros que são escritos por pessoas; compro comida que é produzida por pessoas e vendidas a mim por pessoas; eu acendo o interruptor e uma rede de energia, que passa por manutenções constantes, manda eletricidade e minhas luzes acendem.

Portanto, é útil perguntar a si mesmo o quanto de solitude é preciso para chegar numa suposta loucura ou maldade; com certeza é útil fazer essa pergunta aos que criticam quem goste de solidão num grau maior que o considerado confortável.

No livro Solitude, Philip Koch tenta fazer com que acusações se tornem argumentos minimamente lógicos e coerentes, para desafiá-los: ele sugere que os críticos do silêncio encontram várias razões para querer que o solitário seja “louco” (ou apresente tendências de loucura).

Solitude não é natural. O homo sapiens é, genética e evolutivamente, um animal de grupo, de coletivo. Todos nós temos uma dinâmica biossocial.

“Compartilhar experiências, a contiguidade de companheirismo e esforço cooperativo face a face sempre foram uma necessidade fundamental e vital do homem (sic)… o indivíduo de uma espécie gregária não pode jamais ser independente e autossuficiente de verdade… A seleção natural assegurou que, enquanto indivíduo, ele terá uma sensação permanente de incompletude.”

Pessoas que não compartilham desta “força de coesão fraternal” obviamente são esquisitos ou doentes.

A solitude é patológica. Psicologia, psiquiatria e particularmente psicanálise insistem que relacionamentos pessoais, idealmente realizados íntima e sexualmente, são necessários para ter saúde e felicidade. Freud deu origem a esta ideia e ela tem sido consistentemente mantida e desenvolvida por teóricos do apego  e particularmente por teóricos da relação de objetos e essa ideia tem sido mantida e ensinada no decorrer da disciplina. Isso talvez possa corroborar a ideia de que você não é “realmente” feliz por sua própria conta. Uma vez que você precisa de outras pessoas para estar mentalmente bem, então pensar que você é feliz sozinho é necessariamente um engano.

A solitude é perigosa e gostar dela é masoquismo. É fisicamente perigoso, porque se você sofrer um pequeno acidente não haverá ninguém para resgatá-lo, e é fisicamente perigoso porque você não tem avisos comuns no dia-a-dia: ninguém vai perceber os primeiros sinais de alerta.

Estes três argumentos são baseados em suposições que – sendo eles corretos para todas as pessoas em todos os tempos – certamente precisariam ser respondidas. Eu pessoalmente acho e não sou a única que eles não estão corretos e não dão espaço para diferenças individuais.

Os argumentos “morais”, contudo, ao menos como Koch os define, são bem mais absurdos. Esse segundo grupo de contras à solitude tendem a ser exatamente o oposto do primeiro grupo.

A solitude é auto-indulgente. A dedução aqui é a de que ela é hedonista e egoísta – que, de alguma forma, a vida solitária é automaticamente mais feliz, mais fácil, mais divertida e com menos probleminhas sem os relacionamentos sociais sérios, , e que em público todo mundo está exercitando, ao menos comparativamente, uma nobre auto-disciplina e firmeza moral, e gastando horas do dia no trabalho miserável e altruísta de servir as necessidades de seus vizinhos.

A solitude é escapista. Pessoas que gostam de ficar sozinhas estão fugindo da “realidade”, negando o esforço de “se comprometer” com a vida real e, ao invés disso, vivem num mundo meio que de fantasia. Eles deveriam “se aprumar”, cair na real, se ajeitar. Mas se a vida social é tão natural, saudável e contente como a sociedade contemporânea insiste, por que alguém deveria “escapar” dela?

A solitude é antissocial. Bem, é claro que é – esse é o ponto. O argumento é tautológico. Mas “antissocial” é um termo que carrega uma condenação moral mais implícita que explícita; trata-se claramente de uma “coisa ruim”, mas sem explicar nada do que isso significaria. Na verdade, isso tudo quer dizer que “a solitude é preferir estar sozinho a estar com outros/eu [quem está falando] e eu estou magoado”. É verdade, mas se baseia na suposição de que estar sozinho é auto evidentemente uma coisa ruim, e, da mesma forma, ser social é auto evidentemente uma coisa boa.

A solitude se esquiva da responsabilidade social. Isso insinua que todos nós temos algo chamado de “responsabilidade social”, sem definir o que isso é ou do que se trata, mas o que quer que seja, por alguma razão obscura, não é passível de ser feita por uma pessoa que é – pelo tempo que for – sozinha.

Agora, claro, mesmo aqui, há algumas discussões interessantes a fazer. O que relacionamentos pessoais provém exatamente que nenhuma outra coisa pode prover? Poderia, por exemplo, estar certo sobre o trabalho criativo oferecer uma alternativa compensatória ou mesmo uma melhor gratificação? Ou um senso de propósito? A solitude pacífica e feliz de algumas pessoas poderia funcionar como um antídoto, ou mesmo um equilíbrio, às atividades sociais frenéticas dos outros?

O que é, exatamente, nossa responsabilidade social em uma sociedade na qual a maioria das pessoas se sente impotente? Como funciona o multiculturalismo com relação a indivíduos em oposição a grupos? Por que outras pessoas alegarem que são felizes de um jeito diferente provoca tanta ansiedade – e por que esta ansiedade é tão comumente expressada como julgamento e condenação, em vez de preocupação genuína?

Como uma sociedade escolhe quais problemas se permite julgar, se ela não tem noção clara de bem último? E, acima de tudo, por que essas conversas não estão acontecendo?

Acredito que seja por causa do medo. O medo paralisa a criatividade, anula a imaginação, reduz a capacidade de resolver problemas, prejudica a saúde, esgota as energias, suga a inteligência e destrói a esperança. E não é muito animador.

O medo confunde; é difícil pensar claramente quando você está assustado. Quando estamos amedrontados, tendemos a projetar o medo em outras pessoas, freqüentemente na forma de raiva: quem parece diferente começa a soar ameaçador. E o problema é que essas projeções “grudam”. Se você disser, muitas vezes, à outras pessoas que elas são infelizes, incompletas, possivelmente insanas e definitivamente egoístas, vai chegar num ponto em que, numa manhã cinzenta e fria, elas vão acordar sentindo um frio desagradável, imaginando se não são solitárias em vez de apenas “sozinhas”. Há um fenômeno contemporâneo que piora o problema: a mídia faz dinheiro através do medo.

Você pode ter notado que o Reino Unido vive ondas de doenças fatais – ainda que, proporcionalmente, muito poucas pessoas de fato peguem essas doenças. Uma “doença da mídia” de sucesso tem critérios bem particulares – entre outras coisas, ela tem de ter um nome oficial muito complexo e um outro bastante popular: OU vaca louca. A doença também deve ser terminal, mas rara  de modo que é muito improvável que os leitores vão contrair a doença.

Doenças são bem fáceis de manipular com o objetivo de disseminar o tipo de certo de medo – o tipo que vende jornais. E há outros medos para brincar. No momento, um terror muito popular inspirado pela mídia é a ameaça do “solitário”.

Era uma vez, e não há muito tempo, a palavra “só” tinha conotações bastante heróicas e aventureiras: o Cavaleiro Solitário não era triste, louco ou mau; o Estado do Texas, nos EUA, adotou seu sobrenome livre e orgulhosamente – o Estado do Cavaleiro Solitário.

Eu pus em itálico os quatro termos que não se relacionam diretamente com “triste, louco ou mau”, embora o contexto da lista levante questionamentos até sobre eles – é OK ser “introvertido”? Seriam os ermitões na verdade uns loucos? A solitude se parece com a depressão nervosa? Os heróis byronianos são solitários? Mas o mais interessante são as ausências: aventureiro, delicado, místico, gênio criativo, enlutado, rejeitado/Crusoé, vítima de confinamento solitário, andarilho.

Greta Garbo foi uma solitária famosa, embora, com efeito, ela nunca tenha dito “eu quero ficar sozinha”. Ela foi uma grande atriz: o historiador de filmes David Denby escreveu em 2012 que Garbo introduziu uma sutileza de expressão à arte da interpretação muda, e o seu efeito na audiência não se pode subestimar. “Mundos giravam a seus movimentos.” Ela foi bem-sucedida o bastante para se aposentar aos 35 anos, depois de fazer 28 filmes.

Perto do fim de sua vida – e ela viveu até os 85 – contou a Sven Broman, seu biógrafo sueco (com quem trabalhava em conjunto), que “estava cansada de Hollywood. Eu não gostava do meu trabalho. Houve vários dias em que tive de me obrigar a ir ao estúdio… Eu realmente queria viver uma outra vida.” E assim ela fez.

Na aposentadoria, ela adotou um estilo de vida de simplicidade e lazer, de vez em quando apenas “se deixando levar”. Mas ela sempre teve amigos próximos com os quais socializara e viajara. Ela não se casou, mas teve casos amorosos sérios com homens e mulheres. Ela colecionava arte. Caminhava sozinha e com colegas, especialmente em Nova Iorque. Era uma habilidosa fujona de paparazzi. Uma vez que ela escolheu se aposentar, e pelo resto da vida consistentemente negar oportunidades de fazer mais filmes, é razoável supor que ela estivesse contente com essa escolha.

É evidente que grande parte das pessoas, pelas mais diferentes razões, através da história e das culturas, tenha buscado a solitude no mesmo grau que o fez Greta Garbo, e depois de experimentar este estilo de vida por um tempo manteve sua escolha, ainda que tivesse oportunidades perfeitas para viver vidas mais sociais. Na média, essas pessoas não se transformam em serial killers esquizofrênicos, pedófilos predadores ou monomaníacos do mal. Alguns deles, na verdade, se transformam em grandes artistas, em pensadores criativos e em santos – contudo, nem todo mundo que gosta de viver sozinho é um gênio, e nem todos os gênios gostam de viver sozinhos.

10 lições que aprendi em 17 anos de vida no exterior

Dezessete anos vivendo no exterior, primeiro na Irlanda, depois na França, agora no Panamá, me ensinaram…

1. Paciência… do tipo que você aprende com o passar do tempo…

Outro dia eu estava junto ao balcão de uma pequena mercearia na Cidade do Panamá, observando o rapaz do outro lado que tentava calcular minhas compras. Um artigo que eu havia escolhido estava sem a etiqueta de preço, então o rapaz saiu de trás do balcão e foi até os fundos da loja para encontrar um artigo igual que tivesse o preço. Vários minutos depois, ele voltou.

Quando olhou para a calculadora para marcar o valor (a loja não tinha uma caixa registradora), ele percebeu que estava sem papel. Saiu de trás do balcão novamente, e desta vez desapareceu atrás da porta à esquerda. Vários minutos depois, voltou com um rolo de papel para a calculadora.
Quando ele começou a trocar o papel na máquina, o telefone tocou, então ele deixou o rolo de papel sobre o balcão para atendê-lo. Vários minutos depois, terminou a conversa e apanhou o rolo de papel de novo. Vários minutos depois disso ele conseguiu instalar o papel na máquina.
Depois de somar minhas poucas compras, ele alcançou atrás do balcão um saco para colocar as mercadorias, mas percebeu que os sacos haviam terminado, então saiu de trás do balcão e desapareceu novamente pela porta à esquerda. Vários minutos depois, ele voltou com um único saco plástico. Havia mais quatro clientes na fila atrás de mim. Acho que ele imaginou que os outros não quisessem sacolas.

Depois de colocar minhas compras no saco, o rapaz olhou para mim. “São 12 dólares e 65”, disse em espanhol.

Eu lhe entreguei uma nota de US$ 10 e outra de US$ 5. O jovem procurou atrás do balcão a caixa de charutos onde guardava o troco. Não tinha nada. Ele chamou a jovem que abastecia as prateleiras, que terminou o que estavam fazendo, então veio até o balcão e contou o troco para mim, tirando-o do bolso de seu avental.

Esse é o tipo de cena que acontece o dia inteiro, todos os dias, em todo o mundo em desenvolvimento. Você precisa ter paciência para não perder a calma. Ou saia do mundo em desenvolvimento.

2. Aceitar as ambiguidades...

A mercearia da esquina vai abrir às 9 da manhã, como indica a placa? Ou mais tarde… se é que vai abrir?

A senhora atrás do balcão do Departamento de Imigração vai aceitar os documentos que preparei, ou vai solicitar outros que não indicou em qualquer de minhas quatro conversas anteriores com ela?

O caixa do banco vai descontar meu cheque ou vai questionar a assinatura (como acontece comigo com caixas na Cidade do Panamá algumas vezes por mês)?

O carro à minha frente na pista da direita vai virar à direita, ou vai virar à esquerda, cruzando duas faixas de trânsito?

O entregador vai aparecer na quinta-feira, como prometeu? Em algum momento desta semana?
A garçonete vai trazer o meu pedido?

Passei a considerar essas questões como filosóficas, em vez de práticas, e me treinei para não me surpreender quando a resposta contraria minhas expectativas, como acontece com frequência.

3. Não me importar por não entender o que acontece ao meu redor…

Por que aqueles trabalhadores estão cavando mais um buraco no meio da rua? Eles abriram um buraco no mesmo lugar e depois o cobriram na semana passada… Por que cavar mais um… e agora, durante a hora de maior tráfego na manhã?

Por que o governo mudou um feriado nacional da sexta-feira para a segunda (como aconteceu no mês passado no Panamá, sem advertência ou explicação)?

Por que o telefone fixo fica mudo toda vez que chove?

Por que a eletricidade acabou… e quando será restabelecida?

4. Não me incomodar com coisas que não importam…

5. Saborear os momentos “Nutella”…

As frustrações e os desafios de viver em um país estrangeiro, especialmente no mundo em desenvolvimento, são muitos, mas também há muitos momentos extraordinários de descoberta e prazer. Um deles foi ver a alegria no rosto de meu filho de 5 anos na primeira vez em que ele experimentou um crepe de Nutella, quando morávamos em Paris. Assim como comemorar o 16º aniversário de minha filha em um café na margem esquerda do Sena com vista para o Louvre… A primeira vez que meu marido e eu jantamos em um restaurante na cobertura em Istambul, dando para o Bósforo… A cena de carneiros brancos nas colinas verdes diante da janela do meu quarto na Irlanda durante tantos anos… A longa fila de navios aguardando a vez para passar pelo Canal de Panamá que vejo pela janela do meu quarto hoje todas as manhãs… Andar de caiaque com as crianças pelo rio Macal em Belize… Ver meus filhos aprenderem a andar a cavalo no campo atrás de nossa casa na Irlanda… Balançar em uma grande cadeira de vime na varanda do Hotel Alhambra, dando para a praça principal de Granada, na Nicarágua, a cidade mais antiga das Américas, enquanto a vida transcorre do mesmo jeito nesse lugar há séculos…

6. Desprendimento…

Minha mãe me ajudou a organizar as coisas de minha casa em Baltimore antes de minha mudança dos Estados Unidos para a Irlanda, anos atrás. De pé sobre uma banqueta diante de um armário de cozinha aberto, ela perguntou: “O que você quer fazer com tudo isto?”

Eu olhei e lhe disse para colocar tudo o que havia no armário em uma caixa e levar para a casa dela.

“Mas todos os seus chás e seus temperos!”, respondeu ela. “Você não pode simplesmente se desfazer de tudo isso!”

Para fazer a mudança de Baltimore para Waterford, tive de esvaziar uma casa de três quartos, um porão, um sótão e uma garagem. Isso exigiu muito desprendimento. Na época, pareceu difícil me desfazer de tanta coisa. Hoje eu sorrio e balanço a cabeça ao pensar que se relutasse em me afastar daquela parafernália naquela altura poderia ter impedido o início da nova vida que desfrutei todos esses anos desde então.

7. Florescer no lugar onde me plantei…

A Irlanda era úmida e cinzenta na maior parte dos dias, e Waterford, onde ficamos instalados durante sete anos, é um lugar parado no tempo. A Cidade do Panamá, onde vivemos há mais de seis anos, é quente e úmida todos os dias do ano. Também é uma cidade bem-sucedida, o que significa congestionamento, caos e trânsito maluco.

Na Irlanda eu poderia ter me queixado de que sentia falta do sol e das atrações de uma cidade de verdade, como fiz, e hoje aqui na Cidade do Panamá eu poderia me queixar do tumulto. A verdade é que às vezes faço isso. Então me lembro dos motivos principais pelos quais estou aqui. A Irlanda foi o melhor lugar para mim e minha família quando estivemos lá, apesar do clima e da vida noturna, e o mesmo vale hoje para a cidade do Panamá.

8. Encolher quando necessário…

Comecei a aprender sobre desprendimento naquela tarde com minha mãe na cozinha em Baltimore. Minha aula de formatura no exercício de redução de escala foi em Paris. Mudamos com duas crianças de uma casa de 465 metros quadrados em Waterford para um apartamento de 102 metros quadrados na Cidade Luz. Eu guardava as roupas de meu filho no armário na sala de jantar e seus brinquedos e jogos embaixo de sua cama. Meu marido e eu dividíamos uma escrivaninha na sala quando trabalhávamos em casa (o que era frequente), e nós quatro jantávamos toda noite em uma pequena mesa que parecia tirada de “Alice no País das Maravilhas”.

E eu não trocaria um único dia em Paris ou uma única memória dos anos que passamos lá por qualquer número de metros quadrados a mais de espaço para viver.

9. Pedir ajuda…

Sou uma mulher americana agitada, autoconfiante e cheia de recursos. Posso cuidar de mim mesma. No entanto, morando no exterior, aprendi que às vezes a vida é mais fácil e mais divertida quando eu não cuido. Aqui no Panamá podemos pagar uma empregada em tempo integral. É um luxo que eu não teria considerado se vivesse nos Estados Unidos, mas ter alguém para ajudar na casa certamente é muito bom.

10. Abandonar qualquer ideia que eu jamais tive sobre o que é “normal”…

Qual é a maneira “normal” de comemorar o aniversário de uma criança (no Panamá, a piñata é vital) ou comprar uma árvore de Natal (na Cidade do Panamá, compramos a nossa de um açougueiro que tem uma câmara refrigerada)? Falando sério, qual é a maneira normal de criar filhos ou dirigir uma empresa? Minha família achou que eu estava louca de mudar minha filha de 8 anos de Baltimore para Waterford e de ter meu segundo filho na Irlanda. Eles ainda acham que sou louca, creio eu, por viver e ter uma empresa no Panamá.

Eu costumava me preocupar que nosso estilo de vida pudesse se traduzir mais à frente em anos de psicoterapia para nossos dois filhos. Hoje, porém, os dois falam três línguas e têm uma visão global que me deixa orgulhosa e otimista sobre suas perspectivas futuras. Seja o que for que a vida lhes ofereça, eles estarão bem.

Talvez não normais… mas bem.

Pelo fim do medo de fracassar

A Berghs School Of Communication, na Suécia, produziu uma série de onze vídeos sobre o medo do fracasso. Durante quatro dias, os alunos desta instituição reuniram diversos especialistas na área do design – além do Paulo Coelho, chamado por lá de Paul – para comentarem a respeito deste bloqueio que permeia o cotidiano de muitos estudantes e profissionais.

O conteúdo dos vídeos é uma série de insights preciosos sobre como encarar o medo, do ponto de vista de gente que conseguiu chegar lá e atingir o tão almejado sucesso, com direito a fama, reconhecimento acadêmico e todos os afagos ao ego que tanto perseguimos.

“A verdadeira questão embaraçosa sobre a falha é o próprio reconhecimento que você não é um gênio, que você não está tão bom como você pensou você era.”

De uma forma geral, o ponto central do discurso recorrente, tanto na opinião dos especialistas quanto nos conselhos de mesa de bar é: abrace o fracasso.

Sabemos muito bem o que é ficar paralisados diante da possibilidade de fracassar. Quase todos nós vivemos nossos dias com medo disso. Porém, a verdade é que, em termos práticos, atravessar este obstáculo é muito mais difícil do que pode parecer para um gênio curiosamente semelhante ao Sr. Burns.

Saber não basta

Nós sabemos, mesmo ouvindo com verdadeira admiração ao discurso inspirado de um mestre, que o medo de falhar nos acompanha e nos trava diariamente. Sabemos que não adianta ter medo. Sabemos que não há nada de essencialmente errado em grande parte dos fracassos que tememos. Nós já sabemos tudo o que nossos amigos, professores e psicólogos costumam dizer sobre o assunto, mas nada muda o fato de que nos assustamos naquelas determinadas condições. Ter entendimento racional sobre o medo não faz diferença alguma no momento em que esta trava surge.

Claro, eu poderia chegar aqui e falar que isto tudo é “humano”, “natural” e “acontece com todos”. Sabemos, no entanto, o quanto somos capazes de nos cobrar com extremo rigor. Exigimos nada menos que genialidade em tudo o que colocamos as mãos. Vemo-nos, mais do que a modéstia permite admitir, como gênios prestes a ser reconhecidos.

Seguindo uma lógica tortuosa, a melhor forma que a mente encontra de manter esta autoimagem exageradamente glorificada é paralisando-nos antes mesmo de falharmos. Sendo assim, se me sobressaio em uma conversa, vou para um boteco, sento na mesa e começo a tagarelar sem parar sobre vários assuntos. Por outro lado, se não sei dançar, qual o sentido de ir a uma balada? Tendemos, fortemente, a dar vazão ao orgulho e a permanecer confortáveis onde acertamos fácil.

Mas como nos posicionarmos além disso? Como podemos seguir um pouco menos acorrentados a esse padrão?

Viver além do medo

Eu, sinceramente, nunca descobri um jeito de viver sem medo. Inclusive, tenho a impressão de que, se fosse realmente esperar por esse dia, nunca me levantaria da cama. Basicamente, tudo o que faço é permeado por medo. Até mesmo escrever este texto é envolto num medo sutil de que estas ideias sejam mal recebidas, ou de que eu não seja capaz de amarrá-las firmemente e prolongar as discussões nos comentários, isso sem contar uma série de outros pensamentos aleatórios.

Portanto, não estou habilitado, de forma alguma, a dizer-lhes que devem viver sem medo. A única experiência que conheço sobre o medo é de que ele está em todo lugar.

Nós estamos todos com medo. Hoje, por algum motivo, decidimos discutir especificamente o medo do fracasso. Mas o medo se manifesta sob diversas máscaras: medo de sermos assaltados, medo de ficarmos sem dinheiro, medo da solidão, medo do silêncio, medo da morte, medo de cair de algum lugar alto, medo de avião, medo do sucesso e, principalmente, medo de ter medo.

“É preciso reconhecer o medo. Temos de perceber nosso medo e nos reconciliar com ele. Deveríamos observar como nos movimentamos, como falamos, como nos comportamos, como roemos as unhas, como por vezes colocamos as mãos no bolso sem necessidade. Descobriríamos assim alguma coisa sobre como o medo se exprime sob a forma de agitação. Devemos encarar o fato de que o medo nos espreita, sempre, em tudo o que fazemos.”

ter medo do fracasso, na realidade temos medo da sensação, do sofrimento que projetamos no futuro, caso aquela falha ocorra. É muito comum pensarmos que nunca mais vamos arranjar um emprego, caso não cumpramos adequadamente uma determinada tarefa. Ou que, se levarmos um fora de uma mulher, tomaremos um tapa e seremos humilhados publicamente.

Num nível ainda mais sutil, o medo pode não ser exatamente do fracasso, mas de ter sucesso do ponto de vista das expectativas do que poderia acontecer. Suceder em algo pode simplesmente nos tirar do mundo que conhecemos e nos lançar direto em outra realidade onde nosso cinema-videogame-namoradinha não faz sentido algum. Assim, vão surgindo expressões cada vez mais sofisticadas que acabam por nos distrair do fato de que isso é apenas medo.

De um modo estranhamento paradoxal e irônico, quando temos medo de fracassar, já fracassamos logo de saída. Portanto, para agir além do medo, devemos parar de ter medo de ter medo. Reconhecer que ele existe e relaxar. Rir de nós mesmos, gargalhar diante do próprio ridículo.

A coragem ou o destemor dizem respeito muito mais à forma como nos relacionamos com o medo do que propriamente com a ausência dele. Por isso, a única e verdadeira solução para este impasse é exatamente a mesma dos vídeos, dos livros, dos professores e amigos. Não há saída, precisamos pagar pra ver. Agir, mesmo perante o medo. Errar.

Para ir além do discurso bronha

Em algum momento da nossa vida aprendemos a operar desta maneira específica. Aprendemos a nos contrair diante de determinados desafios da mesma forma como aprendemos a falar.

Assim, podemos utilizar nossa habilidade em criar condicionamentos – coisa que fazemos o tempo inteiro, de maneira inconsciente – para fazê-lo de forma lúcida, com a finalidade de nos condicionarmos de maneira mais positiva e diminuir um pouco o sofrimento oriundo de nos sentirmos impotentes perante o hábito de travar.

Paradoxalmente, para ir além do medo de fracassar, é preciso experimentar este medo, viver o fracasso completamente. Precisamos notar que, em geral, nós não sabemos fracassar. Em geral, nós negamos o fracasso. Maquiamos nossas ações e acabamos perdendo alguma coisa.

É importante perceber que não falta nada aos momentos e o pensamento de que poderíamos melhorá-lo é apenas fruto de autocentramento. Consideramo-nos importantes, como se nossa presença e nossa ação realmente fossem decisivas. Por isso achamos que poderíamos tornar aquele momento melhor do que foi. A realidade é que, se algo aconteceu e nós agimos ou deixamos de agir, não houve erro algum. Não há nada a se fazer. Aquele foi o momento. Acabou. Culpar alguém, sentir remorso, justificar, pedir perdão, nada disso vai mudar o fato de que aquele momento é inerentemente vazio de significado.

Guia prático para abraçar o medo

Para afiar a percepção de que estas ações só fazem sentido dentro deste jogo específico, separei um pequeno guia. A ideia é percebermos a prisão desta dualidade operando e, então, podermos nos posicionar além dela, num lugar onde o fracasso e o sucesso sequer sejam questões para orgulho ou sofrimento, mas fruto de ações mais ou menos autônomas, diminuindo expectativas e removendo pesos desnecessários.

1. Quando for bem sucedido em algo e o orgulho surgir, pare e olhe fixamente para o ocorrido. Observe como, no final, todo o esforço de repente começa a perder o sentido, uma espécie de vazio surge e, numa tentativa de evitá-lo, automaticamente já buscamos um novo objetivo, um novo esforço para empreendermos. Isso acontece, pois o sucesso, de fato, é vazio, não tem um sentido último, assim como o próprio fracasso. Então, abra os olhos para a percepção de que o orgulho é inflado por menos do que ar, por puro vazio. So, what’s the deal?

2. Ao fracassar, perceba o mesmo fenômeno. Perceba como, da mesma maneira, ao fracassar, deixamos algo vazio nos atingir e levar ao chão.

3. Viva de maneira imperfeita. Desista da perfeição, desista de ser um gênio. Os verdadeiros gênios estão muito ocupados fazendo algo concreto, ao invés de se preocuparem em ser perfeitos. Eles estão falhando constantemente, seguindo em frente e, volta e meia, acertam.

4. Caso perceba-se suscitando culpa, remorso ou tentando justificar-se,reconheça que está sendo arrastado. Pare e siga em frente.

5. Flagre-se com medo. Reconheça-o surgindo e desafie-o. Faça exatamente aquilo que travou seus pés e o impediu de caminhar. Treine agir em meio ao medo. Caso seja bem-sucedido, volte ao passo 1. Caso fracasse, passo 2.

Talvez esta não seja a melhor e nem a última forma de encarar um obstáculo que, muitas vezes, está mais enraizado do que gostaríamos de admitir. Este é apenas um entre muitos métodos existentes para fazê-lo. Método este que não tem respaldo científico algum, sendo apenas a minha experiência, totalmente sem garantias.

A discussão, claro, não se encerra tão simplesmente com um texto perigosamente resumido como este. E, mesmo que agora eu não tenha resistido ao impulso de me justificar, gostaria de deixar algumas perguntas. Como vocês têm encarado o medo do fracasso? Que métodos criaram para lidar com ele? Qual a experiência de vocês em fracassar ao verdadeiramente fracassar?

Atitudes que drenam energia

1 – Pensamentos obsessivos

Pensar gasta energia, e todos nós sabemos disso. Ficar remoendo um problema cansa mais do que um dia inteiro de trabalho físico. Quem não tem domínio sobre seus pensamentos – mal comum ao homem ocidental, torna-se escravo da mente e acaba gastando a energia que poderia ser convertida em atitudes concretas, além de alimentar ainda mais os conflitos. Não basta estar atento ao volume de pensamentos, é preciso prestar atenção à qualidade deles. Pensamentos positivos, éticos e elevados podem recarregar as energias, enquanto o pessimismo consome energia e atrai mais negatividade para nossas vidas.

2 – Sentimentos tóxicos

Choques emocionais e raiva intensa também esgotam as energias, assim como ressentimentos e mágoas nutridos durante anos seguidos. Não é à toa que muitas pessoas ficam estagnadas e não são prósperas. Isso acontece quando a energia que alimenta o prazer, o sucesso e a felicidade é gasta na manutenção de sentimentos negativos. Medo e culpa também gastam energia, e a ansiedade descompassa a vida. Por outro lado, os sentimentos positivos, como a amizade, o amor, a confiança, o desprendimento, a solidariedade, a auto-estima, a alegria e o bom-humor recarregam as energia e dão força para empreender nossos projetos e superar os obstáculos.

3 – Maus hábitos – Falta de cuidado com o corpo

Descanso, boa alimentação, hábitos saudáveis, exercícios físicos e o lazer são sempre colocados em segundo plano. A rotina corrida e a competitividade fazem com que haja negligência em relação a aspectos básicos para a manutenção da saúde energética.

4 – Fugir do presente

As energias são colocadas onde a atenção é focada. O homem tem a tendência de achar que no passado as coisas eram mais fáceis: “bons tempos aqueles!”, costumam dizer. Tanto os saudosistas, que se apegam às lembranças do passado, quanto aqueles que não conseguem esquecer os traumas, colocam suas energias no passado. Por outro lado, os sonhadores ou as pessoas que vivem esperando pelo futuro, depositando nele sua felicidade e realização, deixam pouca ou nenhuma energia no presente. E é apenas no presente que podemos construir nossas vidas.

5 – Falta de perdão

Perdoar significa soltar ressentimentos, mágoas e culpas. Libertar o que aconteceu e olhar para frente. Quanto mais perdoamos, menos bagagem interior carregamos, gastando menos energia ao alimentar as feridas do passado. Mais do que uma regra religiosa, o perdão é uma atitude inteligente daquele que busca viver bem e quer seus caminhos livres, abertos para a felicidade. Quem não sabe perdoar os outros e si mesmo, fica ”energeticamente obeso”, carregando fardos passados.

6 – Mentira pessoal

Todos mentem ao longo da vida, mas para sustentar as mentiras muita energia é gasta. Somos educados para desempenhar papéis e não para sermos nós mesmos: a mocinha boazinha, o machão, a vítima, a mãe extremosa, o corajoso, o pai enérgico, o mártir e o intelectual. Quando somos nós mesmos, a vida flui e tudo acontece com pouquíssimo esforço.

7 – Viver a vida do outro

Ninguém vive só e, por meio dos relacionamentos interpessoais, evoluímos e nos realizamos, mas é preciso ter noção de limites e saber amadurecer também nossa individualidade. Esse equilíbrio nos resguarda energeticamente e nos recarrega. Quem cuida da vida do outro, sofrendo seus problemas e interferindo mais do que é recomendável, acaba não tendo energia para construir sua própria vida. O único prêmio, nesse caso, é a frustração.

8 – Bagunça e projetos inacabados

A bagunça afeta muito as pessoas, causando confusão mental e emocional. Um truque legal quando a vida anda confusa é arrumar a casa, os armários, gavetas, a bolsa e os documentos, além de fazer uma faxina no que está sujo. À medida em que ordenamos e limpamos os objetos, também colocamos em ordem nossa mente e coração. Pode não resolver o problema, mas dá alívio. Não terminar as tarefas é outro “escape” de energia. Todas as vezes que você vê, por exemplo, aquele trabalho que não concluiu, ele lhe “diz” inconscientemente: “você não me terminou! Você não me terminou!” Isso gasta uma energia tremenda. Ou você a termina ou livre-se dela e assuma que não vai concluir o trabalho. O importante é tomar uma atitude. O desenvolvimento do auto-conhecimento, da disciplina e da terminação farão com que você não invista em projetos que não serão concluídos e que apenas consumirão seu tempo e energia.

9 – Afastamento da natureza

A natureza, nossa maior fonte de alimento energético, também nos limpa das energias estáticas e desarmoniosas. O homem moderno, que habita e trabalha em locais muitas vezes doentios e desequilibrados, vê-se privado dessa fonte maravilhosa de energia. A competitividade, o individualismo e o estresse das grandes cidades agravam esse quadro e favorecem o vampirismo energético, onde todos sugam e são sugados em suas energias vitais.

10. Preguiça, negligência

E falta de objetivos na vida. Esse ítem não requer muitas explicações: negligência com a sua vida denota também negligência com seus dons e potenciais e, principalmente, com sua energia vital. Aquilo do que você não cuida, alguém vem e leva embora. O resultado: mais preguiça, moleza, sono….

11. Fanatismo

Passa um ventinho: “Ai meu Deus!!!! Tem energia ruim aqui!!!” Alguém olha para você: “Oh! Céus, ela está morrendo de inveja de mim!!!” Enfim, tudo é espírito ruim, tudo é energia do mal, tudo é coisa do outro mundo. Essas pessoas fanáticas e sugestionáveis também adoram seguir “mestres e gurus” e depositar neles a responsabilidade por seu destino e felicidade. É fácil, fácil manipular gente assim e não só em termos de energia, mas também em relação à conta bancária!

12. Falta de aceitação

Pessoas revoltadas com a vida e consigo mesmas, que não aceitam suas vidas como elas são, que rejeitam e fazem pouco caso daquilo que têm. Esses indivíduos vivem em constante conflito e fora do seu eixo. E, por não valorizarem e não tomarem posse dos seus tesouros – porque todos nós temos dádivas – são facilmente ‘roubáveis’.

O importante é aprender a aceitar e agradecer tudo o que temos (não confundir com acomodação). Quando você agradece e aceita fica em estado vibracional tão positivo que a intuição e a criatividade são despertadas. Surgem, então, as possibilidades de transformar a vida para melhor!

66 Conselhos realmente úteis (que ninguém dá)

Pessoas que ferram qualquer um, vão mais que provavelmente pisar na sua cabeça pra ferrar qualquer um. Afaste-as da sua vida.

Algumas pessoas acham normal te julgar… tente não ser como elas. E as ignore.

As coisas mais bonitas da vida são inúteis.

Não force seus amigos para as suas coisas… Deixe que eles busquem e gostem se quiserem.

Ninguém se importa com as duas semanas que você “viveu” na America/Europa/Asia… Pare de ficar se gabando.

Filmes pornô e Disney, são responsáveis pelos seres humanos mais frustrados que conheço. 

Ser bem sucedido tem significado diferente para cada pessoa. Respeite isso.

Está tudo bem em relação a mudar sua opinião sobre pessoas ou coisas da sua vida… Apenas tente manter a coerência.

Não espalhe sua raiva pela internet, é idiota e todos vão poder dizer que você faz isso porque tem um pinto pequeno.

Sempre use uma peça íntima bacana, você nunca sabe quando pode tirar a sorte grande ou precisar de um médico.

Não reclame da sua vida porque não tem um carro, ou a casa que gostaria… não ter sorte significa outra coisa.

Fato: Grande empresas vão sugar seu sangue e alma… Tente evita-las.

É bom ter grandes esperanças e expectativas, mas mantenha-as de forma lógica.

Você não é tão estranho quanto acha que é… Todo mundo se sente diferente dos outros.

Você não pode se livrar dos seus medos… Mas pode aprender a viver com eles.

Boa imaginação é sinal de inteligência.

Não confie em pessoas que não confiam em ninguém.

Culpa é um sentimento inútil.

Você não precisa da permissão de ninguém para fazer o que acha que é o melhor para você.

A realidade é superestimada.

Algumas vezes, desistir é a decisão mais corajosa.

Refletir demais pode te levar a conclusões equivocadas. 

Ninguém vai conceder seus desejos, o melhor é você mesmo fazer eles acontecerem.

Sua pior suspeita está correta… Todo mundo menos você está transando agora.

Pessoas que sempre falam a verdade, independente de quão dolorida for, são babacas. Fim da história. 

Ser Indiferente mas com educação, é sexy. 

Faça como se não houvesse chances de errar.

Ingenuidade pode ser perigosa. 

Ninguém fica realmente mantendo o controle de quantas vezes você errou… então relaxa porra.

Quando a maioria dos bares da cidade estão mais limpos que a sua casa, é hora de fazer uma limpeza… ou de ir para os bares.

Sempre vai ter alguém mais bonito e feio que você. Aceite isso e viva… 

Pensar muito sobre um problema, não vai necessariamente torna-lo mais fácil de resolver. 

Aceite o fato que vai errar um pouco tentando fazer algo novo, então vai ser muito mais fácil.

Sempre tem um modo melhor de expressar a sua opinião.

Apressar-se nunca é uma boa ideia

“Oi”é a palavra mais poderosa contra solidão

Pessoas que tentam bravamente parecer duronas, muitas vezes são as que mais precisa de afeto.

Cerque-se de coisas e pessoas que te inspiram.

Coisas são somente coisas. Não se apegue a elas.

Se você sempre tenta parecer inteligente, vai acabar parecendo estúpido.

Encontre alguém que consiga rir com você sobre tudo e o resto vai ficar bem.

Devagar é o novo rápido. E incrível também.

Ser normal é provavelmente a coisas mais fraca que você pode tentar (ser).

Coisas que são difíceis de falar, são normalmente as mais importantes.

Se desafie um pouco todos os dias.

Qualidade ganha da quantidade. 

Não é uma coincidência que as pessoas mais admiráveis são também as mais modestas.

Moda e tendência são bobagens. Não deixe-as te enganar. 

Confie nos seus instintos.

Não se leve tão a sério

Nenhuma marca é sua amiga.

Os problemas da sua família não são os seus.

Esteja aberto a coisas novas.

Não esconda nada e então não terá nada a esconder.

Pessoas que só te ligam quando precisam de alguma coisa, não são seus amigos.

Dormir é a coisas mais saudável que se pode fazer sem fazer nada.

Ninguém ouve os barulhentos.

Sempre seja você mesmo, a não ser que seja um idiota arrogante.

Diversão é um conceito relativo.

Seu salário não determina o quanto você é bom como pessoa.

Você não precisa participar da sacanagem de ninguém.

Algumas vezes ser preguiçoso é bom para você.

Reclamar não resolve nada.

Mulheres tem tanto tesão quanto os homens. Elas só escondem a paudurecência melhor.

Você não é especialmente preguiçoso… é apenas um mamífero.

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